Quanto custa um cuidador de idosos em 2026? Entender o valor é essencial para as famílias que buscam segurança e qualidade de vida na terceira idade.
O custo de um cuidador de idosos no Brasil varia conforme a carga horária, o tipo de contratação (CLT ou informal), a região e o nível de complexidade do cuidado. Em 2026, considerando o salário mínimo atualizado, os valores podem variar entre a contratação por hora, o plantão de 24 horas ou a contratação mensal, com encargos trabalhistas.
Muitas famílias olham apenas para o salário-base do profissional. No entanto, o valor final pode ser até 40% maior quando há registro formal, incluindo INSS, FGTS, férias, 13º salário e DAE (Documento de Arrecadação do eSocial). Em alguns casos, o custo total pode aumentar entre 60% e 80%, dependendo de adicionais noturnos, horas extras e benefícios.
Neste guia completo você verá:
- Simulação real de encargos atualizados;
- Quanto custa um cuidador por hora em 2026;
- Valor do plantão 12h e 24h;
- Custo mensal com carteira assinada; e
- Diferença entre contratação direta e por meio de empresa especializada.

📌 Quanto custa um cuidador de idosos em 2026? Pontos Essenciais
- O valor de um cuidador de idosos em 2026 varia conforme a carga horária, a região e o nível de dependência do idoso.
- O custo pode ser calculado por hora, diária, por plantão de 12 h ou de 24 h, ou por contratação mensal.
- Na contratação formal via eSocial doméstico, o custo total pode aumentar entre 40% e 80% devido a encargos como INSS, FGTS, férias e 13º salário.
- A contratação por meio de agência especializada tende a ter um valor mais alto, mas reduz os riscos trabalhistas.
- Turnos noturnos, finais de semana e cuidados com idosos acamados ou com demência elevam significativamente o valor final.
- O salário base é apenas parte do cálculo — encargos e provisões influenciam diretamente o custo real.
Introdução: por que o custo do cuidador domiciliar virou prioridade em 2026
Quanto custa um cuidador de idosos em 2026? Essa deixou de ser uma dúvida pontual e se tornou uma necessidade urgente de planejamento financeiro para milhares de famílias brasileiras.
Com o envelhecimento acelerado da população, o Brasil ultrapassa 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, segundo dados do IBGE. Esse cenário aumenta a demanda por cuidado domiciliar, especialmente em casos de perda de autonomia, mobilidade reduzida, demência ou recuperação após quedas.
Quando o idoso passa a precisar de supervisão constante, a família enfrenta dois desafios principais: organizar a rotina de cuidados e entender o impacto financeiro da contratação. O custo de um cuidador de idosos pode variar significativamente conforme a carga horária, o tipo de vínculo (formal ou informal), os encargos trabalhistas e o nível de complexidade do cuidado.
Muitas famílias consideram instituições de longa permanência, mas os valores mensais costumam ser elevados e nem sempre atendem à preferência por permanecer em casa. Por isso, o cuidador domiciliar tornou-se uma alternativa estratégica para preservar a qualidade de vida e a segurança.
Neste guia atualizado você vai entender:
- Quanto custa um cuidador por hora em 2026
- Valor do plantão 12h e 24h
- Custo mensal com carteira assinada
- Diferença entre contratação direta e agência
- Impacto real de encargos como INSS, FGTS, férias e 13º
Antes de analisar os valores, é fundamental compreender os fatores que realmente influenciam o orçamento.
O que influencia o custo de um cuidador de idosos
| Fator | Por que impacta o orçamento | Onde aparece na rotina |
|---|---|---|
| Perfil de dependência | Define nível de supervisão e esforço físico | Banho, alimentação, locomoção, prevenção de quedas |
| Carga horária | Pode exigir mais de um profissional | Turnos diurnos, noturnos e finais de semana |
| Modelo de contratação | Altera encargos e riscos jurídicos | CLT/eSocial, autônomo ou agência |
| Nível de qualificação | Aumenta valor em casos complexos | Alzheimer, mobilidade reduzida, pós-cirúrgico |
| Suporte e coordenação | Pode incluir substituições e supervisão | Trocas de plantão e gestão da rotina |
Quanto custa um cuidador de idosos no Brasil em 2026? (Visão Geral Atualizada)
Quando se pergunta quanto custa um cuidador de idosos em 2026, é fundamental diferenciar o salário-base do custo total da contratação.
O valor pago ao profissional pode variar conforme:
- Cidade e região do Brasil
- Carga horária semanal
- Plantão diurno ou noturno
- Nível de dependência do idoso
- Tipo de contratação (formal via eSocial, autônomo ou agência)
📺 Entenda na prática como o custo de um cuidador é calculado
Antes de ver os valores detalhados de 2026, assista ao vídeo abaixo. Ele explica, de forma clara, quanto um cuidador de idosos pode ganhar e quais fatores influenciam essa remuneração no Brasil — conceito essencial para depois compreendermos o custo real da contratação.
Diferenças regionais e impacto no valor mensal do cuidador em 2026
Após entender como o salário e os encargos compõem o custo total, é importante considerar outro fator decisivo: a região do país.
O valor de um cuidador de idosos em 2026 pode variar significativamente entre capitais e cidades do interior. Isso acontece principalmente por três motivos:
- Custo de vida local
- Oferta e demanda por profissionais qualificados
- Logística e deslocamento
Em grandes centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, o valor mensal tende a ser mais elevado devido ao custo da moradia e do transporte, bem como à maior concorrência por profissionais experientes.
Em cidades menores, o custo tende a ser menor, mas encargos como INSS, FGTS, férias e 13º permanecem obrigatórios nas contratações formais.
Por isso, ao comparar valores entre regiões, é fundamental verificar:
- Se a jornada semanal é a mesma
- Se o valor inclui encargos trabalhistas
- Se há adicional noturno ou horas extras
- Qual é o nível de dependência do idoso
Muitas vezes, duas cidades podem apresentar valores distintos para a mesma carga horária. Isso não significa erro na média, e sim diferenças no mercado local e nas exigências do cuidado.
Antes de decidir, o ideal é sempre solicitar um orçamento detalhado e entender exatamente o que está incluído no valor mensal do cuidador de idosos.
O que considerar antes de comparar preços
Ao pesquisar quanto custa um cuidador de idosos em 2026, não compare apenas o salário-base. Avalie:
- O custo total com encargos
- A experiência do profissional
- A complexidade do cuidado
- A necessidade de plantões ou cobertura de folgas
Esses fatores determinam o custo real da contratação e ajudam a evitar surpresas no orçamento familiar.
Agora que você já entende como salário, encargos e região influenciam o preço, vamos ver os valores atualizados para 2026, por ora: plantão de 12h, 24h e contratação mensal, com simulação prática.
Quanto custa um cuidador de idosos: valores por hora, diária, plantão e mensal em 2026
O valor do cuidador de idosos varia conforme a modalidade de contratação, a carga horária e a complexidade do cuidado.
Abaixo, veja referências médias praticadas no mercado em 2026.
💰 Valor por hora (contratação autônoma – diurno)
Em contratações por hora, geralmente para apoio parcial ou acompanhamento pontual, os valores médios variam entre:
R$ 18 e R$ 35 por hora, dependendo da experiência, da cidade e das atividades envolvidas.
Atividades que envolvem mobilidade reduzida, administração de medicamentos ou pacientes com demência tendem a elevar o valor.
🕒 Diária de 12 horas
Utilizada no pós-operatório, em revezamento familiar ou em cobertura específica.
Faixa média em 2026:
R$ 220 a R$ 400 por plantão diurno de 12h
Fins de semana, feriados e adicional noturno podem aumentar o valor.
🌙 Plantão de 24 horas
É importante diferenciar plantão eventual de cobertura contínua.
Plantão isolado de 24h:De
R$ 450 a R$ 750, dependendo da região e da complexidade.
Cobertura 24h fixa geralmente exige dois ou mais profissionais em escala, o que eleva o custo mensal. Essas faixas são encontradas em sites de custo do cuidado domiciliar.
📅 Valor mensal (44 horas semanais – contratação CLT)
Para jornada padrão de 44h semanais:
O salário-base costuma acompanhar o salário mínimo ou o piso regional.
Com encargos (INSS, FGTS, 13º, férias e provisões), o custo total para a família pode variar entre:
R$ 2.200 e R$ 3.500 por mês, dependendo da região e de eventuais adicionais.
⚠️ O que mais altera o valor final
- Adicional noturno (22h às 5h)
- Horas extras
- Domingos e feriados
- Grau de dependência do idoso
- Necessidade de dois cuidadores em escala
| Modalidade | Faixa Média 2026 |
|---|---|
| Hora (pontual) | R$ 18 – 35 |
| Plantão 12h | R$ 220 – 400 |
| Plantão 24h | R$ 450 – 750 |
| Mensal 44h (CLT – custo total) | Mensal 44 h (CLT – custo total) |
Os valores podem variar conforme a região, o grau de dependência do idoso e outros adicionais, como noturno, horas extras e feriados.
Tipos de contratação e como isso impacta no custo
O valor do cuidador de idosos não depende apenas da carga horária. O tipo de contratação influencia diretamente o custo mensal, os encargos e os riscos jurídicos envolvidos.
A escolha entre contratação formal, autônoma, informal ou por agência pode afetar tanto o valor final quanto a previsibilidade do orçamento familiar.

📌 Contratação com registro em carteira (CLT / eSocial Doméstico)
Quando o cuidador trabalha mais de dois dias por semana na mesma residência, pode ficar caracterizado o vínculo de emprego doméstico.
Nesse caso, é necessário:
- Registro em carteira
- Recolhimento via eSocial doméstico
- Pagamento de férias + 1/3
- 13º salário
- FGTS
- Controle de jornada
O custo mensal é maior do que o salário base, mas oferece maior segurança jurídica e previsibilidade financeira.
⚠️ Contratação informal: economia aparente e riscos
A contratação sem registro pode parecer mais barata no início.
No entanto, há risco de:
- Ações trabalhistas
- Cobrança retroativa de direitos
- Multas e encargos acumulados
Se houver habitualidade, subordinação e controle de jornada, o vínculo pode ser reconhecido judicialmente, mesmo sem registro.
A economia imediata pode se tornar um custo elevado e imprevisível.
👤 Cuidador autônomo
O cuidador autônomo atende a plantões pontuais ou a coberturas temporárias. Mas, se o serviço se torna contínuo, pode caracterizar-se como vínculo empregatício.
Importante: a atividade de cuidador de idosos não se enquadra como MEI, o que exige atenção na formalização.
🏥 Contratação por agência ou empresa especializada
Nesse modelo, o valor pode incluir:
- Seleção e triagem profissional
- Substituição em caso de faltas
- Supervisão
- Padronização de rotinas
- Apoio administrativo
O custo tende a ser mais alto, pois há taxa administrativa e estrutura envolvida. Em contrapartida, a família reduz riscos operacionais e burocráticos.
| Modelo | Como funciona | Impacto no custo | Principal risco |
|---|---|---|---|
| Formal (CLT) | Registro via eSocial | Encargos e previsibilidade mensal | Exige controle e pagamentos regulares |
| Informal | Acordo sem registro | Valor inicial menor | Risco de passivos trabalhistas |
| Autônomo | Plantões ou diárias | Pagamento por período | Pode gerar vínculo se houver continuidade |
| Agência | Intermediação e suporte | Inclui taxa administrativa | Custo maior conforme serviço |
Contratação formal: encargos trabalhistas e custo real para o empregador
Na contratação com registro em carteira via eSocial doméstico, o empregador precisa considerar não apenas o salário, mas também os encargos mensais obrigatórios.
A Guia DAE reúne os seguintes percentuais sobre o salário bruto:
- INSS patronal: 8%
- FGTS: 8%
- GILRAT (seguro contra acidente): 0,8%
- FGTS compensatório (antecipação da multa rescisória): 3,2%
Esses encargos somam aproximadamente 20% adicionais sobre o salário bruto, além do INSS do empregado (descontado do trabalhador).
Além dos encargos mensais, é preciso provisionar férias + 1/3 e 13º salário. Com isso, o custo total pode variar de 40% a 70% sobre o salário base, dependendo da jornada e dos adicionais.
O valor final também pode variar conforme o salário mínimo vigente ou a existência de piso regional para empregados domésticos em alguns estados.
Como os encargos impactam o custo anual
Além da Guia DAE mensal, é importante considerar as provisões obrigatórias.
O 13º salário corresponde a 1/12 da remuneração por mês trabalhado.
As férias equivalem a 30 dias de salário após 12 meses, acrescidas de 1/3 constitucional.
Quando o empregador organiza o orçamento considerando:
- Encargos mensais da DAE
- Provisão de 13º
- Provisão de férias + 1/3
O custo total pode variar entre 40% e 70% acima do salário base, dependendo da jornada, dos adicionais e do salário adotado.
Por isso, o ideal é tratar férias e 13º como previsões mensais, e não como despesas eventuais.
Entenda escalas e preços reais
O cuidador 24 horas representa cobertura contínua, geralmente com revezamento de turnos, e não uma única pessoa trabalhando o dia todo. Essa organização eleva o custo mensal.

Entenda escalas e preços reais
Quando falamos em cuidador de idosos 24 horas, isso não significa uma única pessoa acordada o dia todo. Trata-se de cobertura contínua com revezamento de turnos, o que impacta diretamente o custo.
Os valores variam conforme o perfil profissional e a complexidade do caso.
Perfil iniciante
Costuma atuar em rotinas básicas, como o apoio à higiene, à alimentação e à companhia.
O valor por plantão tende a ficar na faixa mais baixa.
A escala pode crescer quando há necessidade de supervisão noturna frequente.
Perfil pleno
Possui maior autonomia, organiza a rotina e observa sinais de alerta.
O custo tende a ser intermediário.
As escalas aumentam quando o domicílio exige cobertura para pausas e folgas.
Perfil especializado
Indicado para demandas mais complexas, com mobilidade reduzida ou maior risco de quedas.
O valor por plantão tende a ser mais elevado.
Pode exigir alternância de equipe e acompanhamento contínuo.
Fatores que influenciam no preço de cuidador de idosos
O valor do cuidador varia não só pelo tempo de trabalho, mas também pela região, pela escala, pelo tipo de contratação e pela complexidade do cuidado.
Entender esses fatores evita comparações equivocadas.
Região e custo de vida
O local da contratação influencia diretamente o valor.
Em grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro, o custo tende a ser mais alto devido ao custo de vida, ao transporte e à maior demanda por profissionais.
Já em cidades menores ou com menor pressão de mercado, o valor pode variar mesmo para a mesma jornada.
Jornada, turnos e adicionais
A quantidade de horas mensais impacta diretamente o orçamento.
Quando há extrapolação da jornada, entram adicionais legais:
- Hora extra: 50% em dias úteis e 100% em domingos e feriados
- Adicional noturno: 20% para horas entre 22h e 5h
Em contratos formais, esses valores também se refletem nos encargos trabalhistas e nas provisões anuais.
Por isso, semanas atípicas podem elevar significativamente o custo mensal.
Qualificação e experiência
Profissionais com maior experiência, cursos específicos ou atuação em casos mais complexos costumam cobrar valores mais elevados.
Isso inclui:
- Experiência com mobilidade reduzida
- Prevenção de quedas
- Registro de sinais e acompanhamento da rotina
- Comunicação estruturada com a família
O valor sobe conforme a responsabilidade e a autonomia exigidas.
Complexidade do cuidado
Quanto maior a necessidade de supervisão, maior tende a ser o custo.
Casos que envolvem:
- Risco de quedas
- Dependência para higiene
- Vigilância noturna frequente
- Limitações físicas importantes
Podem exigir o revezamento de equipe ou a cobertura ampliada.
Isso impacta diretamente o orçamento.
Tipo de contratação
A forma de contratação também altera a leitura do preço.
Na contratação formal, além do salário, incidem encargos recolhidos via eSocial doméstico e provisões como 13º salário e férias.
Assim, duas propostas com o mesmo “valor combinado” podem ter custos finais bastante diferentes dependendo do vínculo adotado.
O que mais altera o preço na prática
De forma objetiva, o orçamento costuma aumentar quando há:
- Cobertura contínua com revezamento
- Presença noturna frequente
- Horas extras recorrentes
- Maior complexidade clínica
- Contratação formal com encargos
Esses elementos explicam por que o valor mensal pode variar tanto entre situações aparentemente parecidas.
Cuidador para idoso acamado e para Alzheimer: quanto aumenta e por quê
O custo do cuidado tende a aumentar quando a rotina exige maior esforço físico, vigilância constante ou menor possibilidade de pausas.
Nesses casos, o profissional precisa ter mais preparo, resistência e experiência — o que, naturalmente, impacta o valor.
Idoso acamado: esforço físico e prevenção contínua
No cuidado de um idoso acamado, a rotina costuma envolver:
- Mudanças frequentes de posição
- Auxílio completo na higiene
- Apoio em alimentação
- Prevenção de lesões por pressão
- Observação constante da pele e do conforto
Transferir o idoso da cama para a cadeira exige técnica e atenção redobrada. Essa maior demanda física, somada à supervisão constante, eleva naturalmente o valor do cuidador, especialmente na cobertura 24 horas.
Alzheimer e demência: vigilância e controle de risco
Nos casos de Alzheimer ou outras demências, o aumento do custo costuma estar mais ligado à vigilância do que ao esforço físico.
Pode ser necessário:
- Monitorar risco de saída não percebida
- Evitar uso inadequado de objetos
- Organizar ambiente seguro
- Manter rotina estruturada para reduzir agitação
Alterações de humor e resistência ao cuidado exigem experiência. Por isso, cuidadores de Alzheimer costumam ser mais especializados, elevando o valor do plantão ou mensal.
Quando é preciso mais de um profissional
É raro que uma única pessoa consiga cobrir 24 horas por dia de forma contínua.
Folgas, descanso e os limites legais de jornada exigem revezamento.
Quando há cobertura ininterrupta, o custo mensal aumenta porque envolve:
- Alternância de turnos
- Continuidade de informações entre profissionais
- Planejamento de folgas
Mesmo que o valor por plantão seja controlado, a soma da escala eleva o orçamento total.
Por que o custo sobe nesses casos?
De forma objetiva, o aumento ocorre quando há:
- Menor possibilidade de pausas
- Supervisão ativa durante a noite
- Risco maior de intercorrências
- Necessidade de profissional com mais experiência
- Cobertura contínua com revezamento
Esses fatores explicam por que o valor para um idoso acamado ou com Alzheimer pode ser diferente do de um cuidado voltado apenas à companhia e ao apoio leve.
Diferença entre cuidador e técnico de enfermagem: qual é mais caro e quando faz sentido?
Cuidador de idosos e técnico de enfermagem não exercem a mesma função. A escolha entre um e outro depende do tipo de cuidado necessário — e isso impacta diretamente o custo.
A pergunta não é apenas “qual é mais caro?”, mas sim: qual profissional faz sentido para a rotina da casa?
O que faz um cuidador de idosos
O cuidador atua principalmente no apoio à rotina diária, como:
- Higiene e conforto
- Alimentação
- Companhia e supervisão
- Organização da rotina
- Apoio na mobilidade
O valor pode variar conforme o nível do profissional (iniciante, pleno ou especializado) e a complexidade do caso.
Quando o cuidado envolve maior responsabilidade ou vigilância contínua, o custo tende a aumentar na própria categoria de cuidador.
O que faz um técnico de enfermagem
O técnico de enfermagem possui formação na área da saúde e está habilitado para realizar procedimentos técnicos, conforme prescrição e orientação profissionais.
Isso pode incluir:
- Administração de medicamentos injetáveis
- Curativos específicos
- Monitoramento de sinais vitais
- Procedimentos que exigem formação técnica
Quando a rotina domiciliar exige esse tipo de intervenção com frequência, o custo tende a ser mais elevado devido à responsabilidade técnica envolvida.
Qual é mais caro?
Depende do escopo.
Em situações de apoio leve ou de supervisão, o cuidador costuma ser a opção mais adequada e economicamente proporcional.
Já em casos que exigem procedimentos técnicos recorrentes, o técnico de enfermagem pode ser necessário — e o valor reflete essa qualificação.
O que encarece não é apenas o título profissional, mas:
- Nível de responsabilidade
- Frequência de procedimentos
- Necessidade de registros e protocolos
- Cobertura de turnos longos ou noturnos
Quando faz sentido optar por cada um?
Cuidador costuma fazer sentido quando:
- O foco é rotina, companhia e segurança
- Não há necessidade de procedimentos técnicos constantes
- A prioridade é organização do dia a dia
Técnico de enfermagem pode fazer sentido quando:
- Há prescrição médica com procedimentos frequentes
- O caso envolve maior risco clínico
- Existe necessidade de acompanhamento técnico regular
O que realmente define o orçamento
A diferença de preço surge quando o cuidado ultrapassa o suporte cotidiano e passa a exigir intervenção técnica contínua.
Antes de comparar valores, defina as tarefas de apoio, as necessidades técnicas, a frequência e o revezamento. Comparar apenas o preço pode levar a escolhas inadequadas..
Custos indiretos que muitas famílias não consideram (além do “preço do cuidador”)
Quando a família pergunta quanto custa um cuidador de idosos, normalmente pensa apenas no valor mensal combinado.
Mas o custo real do cuidado pode incluir despesas adicionais que nem sempre constam da primeira conversa.
Esses custos variam conforme o tipo de contratação, a jornada e a rotina da casa.
Vale-transporte
Quando há contratação formal e uso de transporte público, o vale-transporte pode impactar o orçamento.
A regra geral permite desconto de até 6% do salário do trabalhador.
Se o valor das passagens ultrapassar esse percentual, o empregador paga a diferença.
O custo varia conforme:
- Número de dias trabalhados
- Distância
- Valor da tarifa local
Mesmo sem alterar o salário-base, isso pode mudar o custo mensal final.
Horas extras, domingos e adicional noturno
A rotina nem sempre segue exatamente o planejado.
Consultas médicas fora do horário, atrasos ou intercorrências podem gerar horas extras.
Na contratação formal:
- Hora extra tem adicional de 50% em dias úteis
- Pode chegar a 100% em domingos e feriados
- O adicional noturno é de 20% entre 22h e 5h
Esses valores se somam ao salário e também impactam os encargos e as provisões.
Férias, 13º e substituições
Em vínculos formais, férias e 13º salário devem ser provisionados ao longo do ano.
Além disso, quando o cuidador entra em férias ou precisa se ausentar, pode ser necessário contratar um substituto.
Em coberturas extensas ou em escalas contínuas, essa substituição pesa mais no orçamento do que em rotinas curtas.
Equipamentos e adaptações no ambiente
O custo da assistência domiciliar não se limita ao profissional.
Dependendo do grau de dependência, podem ser necessários equipamentos de apoio à mobilidade, adaptações para prevenção de quedas e ajustes no banheiro ou no quarto.
Para conhecer soluções tecnológicas que aumentam o conforto e a segurança no lar, veja nosso artigo sobre Casa Inteligente para Idosos. Esses itens não são encargos trabalhistas, mas integram o custo global do cuidado.
O que mais costuma surpreender as famílias
Os custos indiretos aparecem principalmente quando há:
- Jornada prolongada com adicionais
- Cobertura contínua com revezamento
- Contratação formal com encargos recorrentes
- Necessidade de substituição
- Adaptações estruturais no domicílio
Por isso, comparar apenas o “preço do cuidador” pode proporcionar uma visão incompleta do orçamento real.
Conclusão
Saber quanto custa um cuidador de idosos exige mais do que olhar o valor por hora ou por plantão. O preço varia conforme a região, a jornada, o nível de experiência do profissional e, principalmente, a complexidade do cuidado.
Cobertura noturna, horas extras, revezamento, contratação formal e provisões, como férias e 13º salário, podem alterar significativamente o custo mensal. Por isso, duas propostas com valores semelhantes podem representar estruturas de cuidado muito diferentes.
Mais importante do que o preço é compreender o escopo do cuidado. Cada nível de dependência exige preparo e organização distintos.
Um planejamento financeiro seguro considera:
- Salário ou valor por plantão
- Encargos trabalhistas (quando houver vínculo formal)
- Provisões anuais
- Adicionais e cobertura de escala
- Possíveis substituições e adaptações no domicílio
Quando esses elementos são analisados em conjunto, a família evita surpresas, reduz riscos e toma decisões mais conscientes no cuidado domiciliar.
O custo real não está apenas no plantão — está na estrutura necessária para garantir segurança, continuidade e qualidade de vida.
FAQ sobre quanto custa um cuidador de idosos
Quanto custa um cuidador de idosos por mês?
O valor mensal varia conforme a jornada, a cidade e a complexidade do cuidado. Para 44 horas semanais, o custo pode variar bastante dependendo do nível do profissional e do tipo de contratação. A cobertura 24 horas com revezamento eleva significativamente o orçamento.
Quanto custa um cuidador de idosos 24 horas por dia?
O custo de 24 horas não significa uma única pessoa trabalhando o dia todo, e sim cobertura contínua com turnos e folgas. Por isso, o valor mensal tende a ser maior, pois envolve mais de um profissional ou uma escala estruturada.
O que encarece mais: cuidador ou técnico de enfermagem?
Depende do tipo de cuidado necessário. O técnico de enfermagem costuma ter maior custo quando há necessidade de procedimentos técnicos frequentes. Já o cuidador é mais indicado para o apoio na rotina, a supervisão e a companhia.
Quais encargos entram na contratação formal?
Na contratação formal via eSocial doméstico, incidem encargos como INSS patronal, FGTS, seguro contra acidente (GILRAT) e FGTS compensatório, além de provisões para férias e para o 13º salário. Esses itens elevam o custo total acima do salário base.
O adicional noturno aumenta muito o custo?
Sim, pode impactar de forma relevante. O adicional noturno é aplicado às horas trabalhadas entre 22h e 5h. Quando a rotina exige vigilância ativa nesse período, o valor mensal tende a aumentar.
Cuidar de um idoso acamado ou com Alzheimer é mais caro?
Geralmente, sim. Casos que envolvem maior dependência física, risco de quedas ou necessidade de vigilância constante exigem mais preparo e, muitas vezes, cobertura ampliada. Isso impacta diretamente o orçamento.
Como saber qual é a melhor opção para minha família?
O primeiro passo é definir claramente o nível de dependência do idoso e a rotina necessária. Depois, comparar as propostas considerando jornada, escala, encargos e estrutura de cobertura — não apenas o valor por plantão.
